19 abril 2009

é bem verdade que tenho um blog pessoal

Dina, esta carta está escrita há algum tempo. precisa de uma correcção. mas como me aborreci muito na última assembleia. e como eu tenho um blog pessoal e posso cá pôr o que me apetecer. ou não? vai mesmo assim para quem quiser ver. e depois lá irá para os sócios e para a direcção. papel azul. carimbos. parte seca de jornais. essa burocracia toda.
quanto à orgia anti-João Negreiros, diz bem.
sábado, 25 de abril, pela noite, em minha casa. só pode quem é anti-TUN e sócio do TUM. abro excepções para os meus amiguinhos da escrita. os meus queriativos. porque a casa é minha, não é? o João (se for anti-TUN e portanto meta) pode aparecer.
trazer comida, bebida e assim. trazer objectos, claro. e fósforos.
a senha é

FAZ AS MALAS E BAZA, trouxe psicotrópicos





Carta aberta de uma ex-presidente do TUM (Teatro Universitário do Minho) para a futura ex-presidente do TUN (Teatro Unitário do Negreiros)*


Dina, eu andava tão quieta. Mas, Dina, você aborreceu-me. Esta carta aberta vai mesmo assim em estilo informal por 2 motivos: porque me apetece e porque você merece. Eu não tenho muito para falar com a Dina e por isso vou ao que interessa.

Mas ó Dina, a Dina sabe o que é o TUM? A Dina conhece os sócios do TUM? Passa-lhe mesmo pela cabeça que as anteriores direcções do TUM tivessem destruído o património do TUM? O que é que a Dina entende por património? A Dina conhece o património do TUM? A Dina por acaso quer saber do património do TUM? Onde é que a Dina pôs o património do TUM? Na Agere? A Dina acha mesmo que alguma direcção anterior precisava da acção (drama) de destruir um auditório para ter um pretexto artístico? A Dina tem contexto artístico? Você não acha que devia mas é continuar o esforço das anteriores direcções no sentido de fazer obras no auditório? Você não acha que agora é que a reitoria não avança mesmo com o projecto das obras no auditório? Não acha que os disparates que anda para aí a dizer são um belo pretexto para a reitoria não desbloquear o projecto? E não acha que é de uma falta de discernimento e sensibilidade da sua parte andar a dizer estas coisas num jornal universitário? Porque é que a Dina não pede uma audiência com um responsável da Universidade do Minho para lhe dizer que as anteriores direcções do TUM destruíram o auditório? E que é por isso que ele precisa de obras? Já agora, não é Dina? Mas olhe, Dina. É que eu acho que nem a Universidade do Minho acredita nesses disparates que você anda para aí a dizer, acredite. Eles lá nisso são muito práticos. Toda a gente sabe que as opções arquitectónicas são mais concretas que as opções artísticas.

A Dina não sabe o que anda para aí a dizer em jornais de grande tiragem sobre as anteriores direcções do TUM. Ó Dina… o TUM não é um fruto que você ponha na cesta e lhe dê a volta à cabeça tra la la…

E já agora.
Desde quando é que o TUM tem um director artístico? Desde quando é que o TUM é uma editora do João Negreiros? Desde quando é que o TUM faz produções sem avisar os sócios e sem abrir audições? Desde quando é que o plano de actividades do TUM se resume a não sei quês de poesia? Desde quando é que o TUM se concentra em concursos literários? Desde quando é que são expulsas pessoas do TUM sem dá cá aquela palha ou assembleia? Desde quando é que a direcção é constituída por três pessoas ou duas? Desde quando é que existe um núcleo de elenco em que o director artístico se arma ao renascentista mas em mau? E para quê? Para ele trabalhar com quem lhe apetece e não lhe chateia a cabeça?
Desde quando é que se fazem planos de actividades a pensar na criação de um núcleo de trabalho do zero? Desde quando é que o TUM é zero?
E desde quando é que os presidentes do TUN dizem fodido, fodidos e merda ao telefone a sócios do TUM que não conhecem? É que Dina, uma pessoa até pode gostar destas palavras. Mas depende do contexto e do pretexto. (mas é bem verdade que assaltaram o espaço da Censura Prévia ac e roubaram a câmara de vídeo cedida pelo TUM. é verdade e é fodido. e também é verdade que entregámos alguns projectores todos fodidos. mas olhe, Dina. é como lhe digo. fazemos uma assembleia para registar isso tudo em acta. e para lhe dizermos outra vez que sim, que pagamos. a merda é nossa, pagamos. já viu, Dina? que eu também consigo dizer palavras feias? ena ena.)
Desde quando etc? A Dina sabe quem é a Ana Bettencourt? E o António Durães?

Mas olhe Dina, se calhar não sabe de coisas assim do TUM. Vou colocar questões mais essenciais. Mais relevantes para o caso, enfim.
A Dina sabe que o Eduardo Prado Coelho gostava mais da Esther Kahn que da Amélie Poulain? E o que acha disto?
A Dina já foi ao Mini-sport?
E as pataniscas de bacalhau do Félix? Já provou?
E não é uma porcaria a ASAE ter fechado a Brasileira?
A Dina não acha que os artistas de Braga têm uma certa naturalidade para o situacionismo? E isso não a intriga?
E o que é que a Dina acha dos dramaturgos emergentes portugueses que não são o João Negreiros? Não são tantos?
E teatro sem dramaturgos? Não é excêntrico?
E teatro sem nada? Não é?
E já viu Dina? O que é que será o teatro e essas coisas? Não é? E o que é que andaremos aqui a fazer, sei lá. Não é giro?
E a Dina sabe o que é a memória histórica? Não é gira?
E o Fim da História já leu? Concorda que ela é cíclica? E finita? Acha que é?
E não acha que o carácter experimental do teatro universitário já nem devia ser assunto de conversa? Não a irrita que tenha que vir uma palhaça como eu situar essa questão porque vocês ainda não fizeram o luto do que está para trás disso? E agora vai atirar com que palavra? Se já não é experimental. Será o quê, Dina? Elitista? Imoral? Transversal? Fodido? Será fodido uma boa palavra para definir o teatro que o TUM fazia? (Está a ver? E vai mais uma palavra feia.) Caramba. Não a irrita? Não lhe tira tempo? Não dá vontade de experimentar a palavra periquito mas com i?
E agora muito a sério, Dina. Não acha que escrever os nomes verdadeiros dos actores nas paredes do TUM foi uma decisão muito sexy e conceptual por parte de anteriores direcções do TUM? Olhe que acha. Mas também se não achar, seja radical. Pegue numa trincha com tinta e apague essa porcaria.

Pronto, Dina. Desculpe se a carta aberta à direcção do TUN é exclusivamente direccionada à Dina. Mas é que eu só conheci o Filipe. E o Filipe foi simpático e também não sabe responder a nada disto.

(Des)atenciosamente

Sandra Andrade

carta breve aos sócios do TUM

não é uma porcaria já não quererem saber?
e não é uma porcaria também já não querermos saber?
serve esta presente direcção do TUN de pretexto para dizer: o TUM é que é.
saudações teatrais. e das outras também. para todos.

atenciosamente

sandra andrade



*(uma amiga muito querida e sócia do TUM resumiu este mal entendido com muita lucidez: isto que estão a fazer agora não é o TUM. É muito esperta esta amiga.

7 comentários:

hugo disse...

http://sereioreturns.blogspot.com/2009/04/carta-ao-tum.html

eva.malainho disse...

Vou anunciar agora no meu blogue. e obrigada pelo anúncio a pizza. que por acaso (mas mesmo por acaso) já tinha pensado numa para levar. hasta.

sandra andrade disse...

já nem me lembrava da orgia. vamos adiar isso. é que o pressuposto é tão interessante que o pessoal ainda não arranjou os fatos para despir he he

agora.. sempre se pode comer a pizza.. desde que não se fale do tun.

lembrete: as minhas melhores bolonhesa e carbonara? eu sei que tu não comes. mas eu depois faço te um derivado...

Catarina disse...

E quem é o TUN?

sandra andrade disse...

TUN - Teatro Unitário do Negreiros

Catarina disse...

Mas eu gostava de saber quem, e não o que é.

sandra andrade disse...

vai aqui

http://blogdotum.blogspot.com/

mas já agora. e ao tirar este link. os meninos nem têm espaço para comentários. porque será?