30 julho 2008

merde, valter hugo mãe

quero dizer que o valter é o meu escritor-herói. só não é porque a partir de hoje não acredito em heróis. mas se fosse era. porque escreve com minúsculas e já ganhou um prémio importante e assim toda a gente tem legitimidade para o fazer. mesmo os das artes mais ou menos paralelas ou perpendiculares ou etcs. e porque passa música e canta e faz performances e desenha e outras coisas. e eu antes de fazer o workshop de escrita com o valter ainda acreditava no escritor-papão. e depois o valter acredita naquela cena. quem sabe o que é sabe o que é a cena. mesmo que a cena seja invisível. eu sei porque já vi. e depois escreve muito bem porque escreve e não por outro motivo qualquer. e depois gosto dele porque gosto dele e isso basta-me porque eu também sou do tipo de acreditar nas cenas. e é do norte. e é no norte que faz as melhores apresentações de livros. e os lisboetas que nunca (ou)viram o valter a passar música ou a cantar nos cabesssa lacrau não sabem ler os livros do valter. e o valter divulgou assim e eu fiz copy paste:

hoje, 21.30, na centésima página em braga
é hoje, às 21h30, na livraria centésima página, em braga (ali no jardim do centro, mesmo atrás do macdonalds), conversa sobre o meu novo romance, «o apocalipse dos trabalhadores», orientada pelo antónio rafael, elemento dos mão morta. seguir-se-à uma pequena apresentação musical dos cabesssa lacrau, grupo que integra o mesmo antónio rafael, o miguel pedro, também dos mão morta, o henrique fernandes, dos mécanosphère, e euzinho, dos mim mesmo.a entrada é livre e a comparência muito apreciada. apareçam, por favor

só não gosto das pessoas que continuam a escrever o nome do valter e os títulos dos livros do valter com maiúsculas. e também não gosto do video de apresentação do último livro do valter. porque é um video-papão. e o valter e os livros do valter merecem videos-heróis.

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